Posted by Beto Santos on Oct 22, 2009

por Nelson Mendes
Para melhor apreciar os vinhos, eles devem ser bebidos na temperatura ideal, que varia de acordo com o tipo de vinho. De modo geral, os vinhos são degustados na seguinte ordem crescente de temperatura: espumantes, brancos, rosés e tintos. Isso se deve a características organolépticas dos vinhos e a forma como percebemos os sabores. A temperaturas inferiores a 5°C temos dificuldades para identificar o sabor dos alimentos, por isso essa é a temperatura limite para se apreciar os vinhos espumantes. Em temperaturas elevadas, o gás carbônico dissolvido neste tipo de vinho se perderia muito rapidamente.
Os Vinhos Brancos
Devem ser apreciados entre 7°C e 9°C. Porque em temperaturas mais elevadas, a acidez dos vinhos brancos se torna muito agressiva, além de o vinho perder mais rapidamente seus aromas mais delicados.
Os Vinhos Rosés
Podem ser servidos 10°C e 12°C. Geralmente, muito leves e de aromas delicados, os vinhos rosés tornam-se agressivos em temperaturas mais elevadas, devido a acidez e amargos em temperaturas mais baixas, visto que possuem uma quantidade maior de polifenóis em sua composição, em relação aos vinhos brancos.
Os Vinhos Tintos
Apresentam um equilíbrio de paladar mais complexo, relacionando o sabor doce com os sabores ácido e amargo. Normalmente carregam consigo alguma adstringência, característica essa que é muito pronunciada em temperaturas mais baixas. Por outro lado, a velha história de temperatura ambiente também não se aplica a esses vinhos, pois o sabor pode se tornar muito desagradável a temperaturas altas. O ideal é servi-los entre 16°C e 18°C.
Algumas das características básicas dos vinhos com a temperatura:
Corpo
O sentido do olfato é suscetível só aos vapores e os vinhos mais encorpados têm um peso molecular maior que os vinhos mais leves. É uma das razoes pelas quais se degustam os tintos a uma temperatura mais alta que os brancos.
Casta
Algumas castas produzem vinhos mais voláteis que outras. Pinot Noir, por exemplo, é mais volátil que a Cabernet Sauvignon, motivo pelo qual os Borgonhas sao geralmente servidos mais frescos que os Bordeaux.
Tanicidade
O Tanino é um elemento contido só nos tintos e que dá a impressao de travar a boca. Quanto mais baixa a temperatura, mais evidente ele fica, tornando-se desagradável se o vinho estiver gelado.
Aroma ou perfume
Quanto mais elevada a temperatura, maior a evaporaçao e, conseqüentemente, o perfume é acentuado. Esta acentuação deve ser dosada, pois em muitos brancos o perfume já é, por si só, intenso.Temperaturas elevadas conduzem a uma perda da elegância e do frescor, tornando o vinho fugaz. No sentido oposto,temperaturas excessivamente baixas simplesmente escondem qualquer perfume que o vinho possa ter.
Doçura
É acentuada pelo calor e amenizada com o frio. Segue uma sugestão de tabela de temperaturas:
De 6ºC a 8ºC
Espumantes e vinhos brancos doces.Sauternes, Moscato, Tokaj, Retsina, Trockenbeerrenauselese. E também quaisquer vinhos ruins que se queira disfarçar, pois temperaturas muito baixas mascaram defeitos ou mesmo a má qualidade dos vinhos.
De 8ºC a 10ºC
Brancos suaves, alguns brancos secos e espumantes rosé.Gewurztraminer, Aligote, Tafelwein, Vinho Verde branco, Muscadet, Vouvray, Sancerre, Pouilly, Frascati, Orvieto, Lambrusco, Chanin Blanc, Riesling.
De 10ºC a 12ºC
Brancos mais secos e vinhos rosados. Chablis, Macon, bordeauxs brancos, Sherry fino, alemaes secos de qualidade, Soave, Verdicchio, Chardonnays e Sauvignon Blancs em geral.
De 12ºC a 14ºC
Grandes brancos e tintos ligeiros.Porto branco, Amontillados, grandes Borgonhas brancos, Beaujolais, Chinon, Valpolicella, Bardolino.
De 14°C a 16ºC
Tintos de pouco ou médio corpo.Cotes du Rhone genéricos, Chianti comum, Barbera, Zinfandel.
De 16°C a 18ºC
Tintos envelhecidos, tintos mais macios como os feitos de Pinot Noir.Porto Roby ou Tawny, bordeaux genéricos. Chianti Riserva e os melhores do Rhone.
18ºC
Grande tintos como alguns de Bordeaux e tintos ricos em tanino como os australianos, portugueses e espanhóis em geral, Barolo, Barbaresco, Supertoscanos, Brunello, Porto Vintage e Madeira.
Com todas essas considerações, é raro não haver a necessidade de resfriar um vinho. O fato de não ter uma adega climatizada em casa ou não dispor de um termômetro de vinhos não impede que se controle de alguma forma a temperatura do produto. Por isso é útil saber que: na parte interna da porta de uma geladeira a temperatura mínima (1 no termostato) fica em torno de 12º C. Já no fundo, junto à placa fria, é de +/- 3º C. No meio, cerca de 6° C.
Para os tintos que pedem temperaturas mais alta do que 12º C, os deixe gelar na porta da geladeira por um período de no máximo duas horas. Vale usar um balde com gelo e água gelada. Neste caso, deixe os tintos mais potentes por 15 minutos e depois os retire. Os brancos doces podem permanecer no balde durante todo o tempo.
Mesmo que você esteja com pressa jamais use o congelador. Ele pode deixar o seu vinho chato (sem vivacidade), acabando com a acidez. A acidez de um vinho pode ser notada pela salivação extra que ela provoca. Na maioria dos brancos e no champanhe, a acidez é a principal atração.Por isso, não mantenha vinhos por muitos dias na geladeira.
Se você estiver num local gelado, ou se a garrafa estava estocada num local mais frio que o ideal para seu serviço, você precisará aquecê-la antes de servir. O melhor a fazer neste caso é o que os franceses chamam de ‘chambré’, ou seja, deixar que o vinho vá se aquecendo na temperatura ambiente da sala onde será bebido, até atingir a temperatura ideal. Foi desta prática que se originou o errôneo mito de que o vinho tinto se bebe à temperatura ambiente. Se o ambiente estiver realmente muito frio, aproxime a garrafa de uma lareira ou outra fonte de calor. No mais, ignore a pressa. Lembre-se que o ritual serve para preparar o clima e aguçar o paladar.
Posted by Beto Santos on Sep 15, 2009
Uma pesquisa da Universidade de Florença serve em uma bandeja de prata um conselho para aumentar a libido feminina: uma boa taça de vinho tinto.
Na bandeja de prata tem um cálice de vinho tinto que aumenta o fluxo de sangue nas zonas interessadas do corpo feminino, aumentando o apetite sexual. A pesquisa foi feita em 800 mulheres com idade entre 18 e 50 anos.
A pesquisa ganhou a publicação no Journal of Sexual Medicine, mas os pesquisadores recomendam cautela na interpretação dos dados. Nós aconselhamos um cálice de vinho ao dia, que abre o apetite e previne doenças cardiovasculares.
Fonte http://www.dasmariasblog.com
Posted by Beto Santos on Sep 15, 2009

Cá entre nós, poucos dos que acompanham esta coluna, e têm o hábito de derrubar algumas taças de vinho por semana, o fazem por recomendação médica. Estudos sobre os benefícios do vinho para a saúde é o que não falta. O colunista de VEJA.com, o endocrinologista Geraldo Medeiros, já abordou o tema com muito propriedade em seus artigos (Vinho emagrece eQualidades medicinais do vinho ). Mas não é isso que impulsiona seu gosto pela bebida, é?
Vinho X impotência
Se ainda faltava algum argumento “médico” para justificar sua dose diária de vinho seus problemas se acabaram! Pesquisa realizada pela University West Australia, e divulgada pelo site da revista inglesa Decanter, encontrou uma relação entre o consumo moderado e continuado de vinho e baixas taxas da disfunção erétil. 1700 australianos participaram da amostragem e o acompanhamento destas alegres cobaias mostraram que as ocorrências de disfunção erétil prolongadas foram reduzidas de 25% a 35% em consumidores regulares de vinho – uma a 20 taças por semana – quando comparados àqueles pobres infelizes que não tem o hábito de beber.
Vinho + longevidade
Em reportagem de VEJA de 7 de janeirode 2009, sobre longevidade, um quadro mostrava que o consumo moderado de vinho podia acrescentar mais 3 anos de vida. O que dizia a matéria:
O consumo moderado de vinho aumenta as taxas sanguíneas de HDL, o colesterol bom, evitando a formação de trombos que podem levar ao entupimento arterial e, consequentemente, a infartos e derrames. A bebida é rica em flavenóides, substâncias antioxidantes que ajudam no combate aos radicais livres, preservando as células das lesões típicas do envelhecimento.
Vinho & responsabilidade
Mais um vez, não custa lembrar, a chave do sucesso se traduz no binômio moderação e continuidade – a recomendação médica é de duas taças diárias para os homens e uma para as mulheres.
Convencido? Quem disse que coisa boa sempre faz mal? Os benefícios que o vinho proporciona, então: 3 anos a mais no calendário e uma vida sexual mais ativa de bônus.
Na próxima vez que alguém reclamar de seu vinho, pode responder categórico:
“Estou tomando meu remedinho…”
Por Roberto Gerosa ( http://veja.abril.com.br/blog/vinho/ )
Posted by Beto Santos on Aug 28, 2009

Uma idéia muito criativa para embalagem de vinho. Projetada por Igor Solovyov é uma caixa de vinho de madeira que se transforma em ninho para passarinho. Vejam o detalhe do buraco pequeno que pode ser usado para colocar um galho para servir como poleiro.
Além de não jogar fora, você ajuda os passarinhos a cuidar de seus filhotes de uma maneira mais confortável.
Fonte: http://www.trendhunter.com/
Posted by Beto Santos on Aug 24, 2009
Vinhos de Elite – Viña Morandé
por Saul Galvão , Seção: vinho, viagem às 10:45:36 ., Seção: vinho, viagem às 10:45:36 .
Agora, vamos aos vinhos de elite, os mais caros, da Viña Morandé que provei numa recente viagem ao Chile. Um grande produtor, cujos vinhos estão de volta ao mercado brasileiro, importados pela Carvalhido, do Rio de Janeiro (21) 2584-1392 (carvalhido@rionet.com.br).
O enólogo Pablo Morandé é um dos grandes do Chile e faz bons vinhos em vários níveis. Os mais caros são os da linha Gran Reserva e Edicción Especial, além do “vinho ícone” House of Morandé.
Os vinhos da linha Gran Reserva custam 4.890 pesos na loja da vinícola em Pellequen, no Valle de Cachapoal. Alguns da linha Edición Limitada custam 7.490 pesos. Já o maravihoso Edición Especial Carignan sai por 27.900 pesos. O preço do House of Morandé é de 24.900 pesos.
Morandé Gran Reserva Chardonnay 2004
Um branco moderno, bastante marcado pela madeira. Aliás, fermentado em barricas de carvalho. Um Chardonnay cremoso, amanteigado. Boa acidez, fresco.Aroma muito gostoso, mas não dos mais intensos. Boa concentração. Equilibrado. 13,8% de álcool. Longo. (89/100 pontos).
Morandé Gran Reserva Syrah 2003
Um belo vinho. Estágio de 14 meses em barricas de carvalho francês. Especiarias e toques animais. Um vinhio “doce”. O álcool aparece um pouquinho no final. Longo. (89/100 pontos).
Morandé Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2003
Um vinho do Maipo. Bastante frutas com algo de madeira ao fundo. Nada do toque de eucalipto típico e do qual não gosto muito. Caramelo, tofe. Algo floral, talvez violeta. Elegante, equilibrado e longo (90/100 pontos).
Morandé Pinot Noir Edición Limitada 2004
Um vinho de alta classe e que precisa mesmo de tempo no copo para abrir. O tipo de vinho que deve ser decantado. Na primeira impressão achei aroma muito bom, mas meio rústico e com amargor ao final. Alertado pelo amigo Jorge Carrara, voltei ao vinho depois de algum tempo e ele era outro. Aroma com frutas e chocolate ao fundo. Ameixas pretas. Equilibrado, com ótima acidez , redondo e longo. A rusticidade desapareceu (91/100 pontos).
Morandé Edición Limitada Carmenére 2004
Não me entusiasmou muito. Aroma bom, com o toque vegetal típico. Mas sugestões florais. Aroma é o ponto alto. Na boca, começou bem, com o aspecto vegetal típico da uva bem evidente. Depois, ficou rústico. Taninos duros (86/100 pontos).
Morandé Edición Limitada Syrah-Cabernet Sauvignon 2003
Um belo tinto, do vinhedo de San Bernardo, no Maipo. Cabernet Sauvignon com estágio em carvalho francês. Syrah passou pelo carvalho americano, com o qual tem muitas afinidades. Perto de um ano e meio no carvalho, segundo Pablo Morandé. Baunilha, chocolate, alcaçuz, torrefação e frutas. Um belo vinho, encorpado e elegante. Taninos finos. Um tinto sedoso, macio, “doce”. (91/100 pontos).
Morandé Edición Limitada Malbec 2003
Um binho gostoso, com muita fruta madura. Geléia de frutas, como em muitos Malbecs argentinos. Várias nuances. Também aspectos florais, Ameixas pretas. Passou 18 meses no carvalho. Equilibrado, nada alcoólico (13,5% de álcool). Meio curto. Deixa a boca seca. (89/100 pontos).
Morandé Edición Limitada Carignan 2003
Um vinho quase lendário, o antigo Golden Reserve, feito com uvas de um vinhedo muito velho, não irrigado, de Loncomilla, no Maule. Faz jus à fama. Passou 20 meses em barricas novas de carvalho americano, que deixaram sua marca no ponto certo. A concentração do vinho contrabalança muito bem o toque pesado da madeira. Algo medicinal, com toques florais. Alcaçuz, torrefação. Impresionante concentração. Delicioso e longo. O tipo de vinho que se recusa a deixar a boca. Potente, quente, mas não alcoólico. São 14,8% de álcool, que não aparecem. (93/100 pontos).
House Of Morandé 2003
O chamado vinho ícone da empresa, o mais caro, feito com todo capricho. Um corte de Cabernet Sauvignon (67%), Cabernet Franc (17%); Carmenère (10%) e Carignan (6%). Longo estágio (18 meses) em barricas (metade das as quais novas) e mais 18 meses nas garrafas. Um tinto potente, bom, mas meio rústico. Taninos ainda agressivos. Deve melhorar com mais tempo na garrafa. (90/100 pontos).
Posted by Beto Santos on Aug 20, 2009
Quer descobrir se um vinho é encorpado, forte ou suave? Reconhecer sua a textura e bouquet ? Nosso expert somelier indicará os passos iniciais para entrar no mundo dos vinhos e transformar-se no rei (ou rainha) do saca-rolhas. Dicas básicas sobre a temperatura ideal, taças e a decantação.
Degustar vinho consiste em apreciar e decodificar a maior quantidade possível de sensações que esta bebida é capaz de nos causar. É importante levar em conta que o vinho não é feito para ser degustado e sim desfrutado, porque o ato de apenas “degustar” é absolutamente artificial e sem importância.
A distância que separa o “degustar” e o “desfrutar” é a mesma entre um bate-papo e um interrogatório judicial. Por falar em linguagem judicial, aconselho a todos a abordar o tema como se fosse um jogo e não como um juiz: o risco de você tomar o lugar do juiz é muito grande e segundo minha experiência, os resultados são sempre desaconselháveis e tremendamente chatos, a menos que esteja particularmente interessado em fazer um curso rápido em superficialidade e esnobismo.
Agora, se desvendar os mistérios do vinho como um jogo, a degustação nos permitirá refletir sobre os vinhos, conhecê-los melhor, e mais do que tudo, conhecer a nós mesmos. Porque todas as fases da degustação nos revelam verdades sobre o vinho, todas, até as mais sem sentido, nos revelam verdades a respeito de quem os formulou.
Então, vamos ao ponto: você está sozinho em frente a sua garrafa de vinho (ou várias) e quer que alguém o oriente na escolha. Espero poder ajudar.
Primeiros passos
Temperatura
Preste muita atenção à temperatura recomendada. Em muitos casos está indicada no rótulo da garrafa. Os tintos devem ser servidos entre 14 a 16º.C – quando são excepcionalmente descuidados. De 16 a 18º.C quando tiverem um pouco mais de corpo (a maioria dos vinhos do continente) e de 18 a 20ºC os mais encorpados.
Em todos os casos, a temperatura do vinho deve estar abaixo da temperatura ambiente. Muitas vezes, apenas alguns minutos de geladeira chegam à condição ideal. Para aqueles que não têm termômetros, tomem como base que uma bebida com 17º.C é bem “fresca”. Por exemplo, em minha geladeira doméstica, leva uns 30 minutos ou mais para que 750cm3 de vinho fique à esta temperatura em um dia nem muito frio e nem muito quente.
Para os vinhos brancos se recomenda que sejam servidos a uma temperatura entre 8 e 12º.C, seguindo um critério similar.
Em ambos os casos, um excesso de temperatura causará, entre outras coisas, a aceleração da vaporização do álcool, propiciando uma sensação pouco agradável (alcoólica e agressiva) em seu olfato. Ao contrário, as temperaturas demasiadamente baixas ocasionarão um “adormecer” dos aromas e sabores do vinho, neutralizando uma grande parte do trabalho realizado pelo enólogos.
Ah! É claro seria muito mais fácil pegar o vinho diretamente de uma adega onde temos uma temperatura constante e ideal. Acontece que se você tivesse em sua casa uma adega climatizada não estaria consultando esta matéria.
As taças
Por mais que a tendência de supervalorizar este tipo de utensílio me deixe muito nervoso, tenho que admitir que a taça é um ítem importante. Uma taça lisa, com uma silhueta de “tulipa” é adequada para a maioria dos casos. As taças para os vinhos tintos devem ser maiores que as utilizadas para vinhos brancos (contém um volume aproximado de meio litro) e as taças para as degustações profissionais são ainda menores que as anteriores.
Naturalmente, se contamos com alguns destes copos majestosos de cristal sem emenda, de borda lisa e fina (ao contrário daquelas reforçadas e grotescas taças de segunda linha) e com um pé fino, irrisório, a mesa automaticamente estará pronta para uma festa. Ao levantarmos e analisarmos, a sua fragilidade é até comovedora, é em si um início mágico para a degustação, mas de nenhuma maneira é essencial.
Por isto, voltemos à Terra: o fundamental é que o vidro seja liso e transparente, que o tamanho da taça, permita girar o vinhos por suas paredes comodamente, e quando possível, que a sua borda tenha a função de concentrar os aromas.
A decantação
É cada vez mais frequente nos restaurantes o uso de garrafas de cristal ou vidro transparente em que servem os vinhos substituindo as garrafas originais (principalmente os tintos). Algumas possuem um design maravilhoso, outros horríveis. O nome destes recipientes é “decanter”, como a famosa publicação britânica de vinhos. Em espanhol utilizam a palavra “decantador”, mas por algum motivo a forma inglesa é mais utilizada. Como seu nome já indica, utilizavam estas garrafas especiais para decantar os vinhos e evitar que as “sujeiras” de garrafas antigas chegassem às mesas e por conseqüência às taças.
Hoje em dia, em que não se tomam tantos vinhos antigos, e que as “sujeiras” não são freqüentes, se usa o decanter para favorecer o contato do vinho com o ar e assim favorecer a liberação de partículas voláteis (principalmente os tintos) . Se querem um pouco de gíria “snobbish”, o mesmo que “fazer respirar o vinho”, “que “faz oxigenar” o vinho.
Certamente este utensílio que deveria auxiliar, também têm seus inconvenientes. O primeiro é que possui uma verdadeira tendência a derrubar a última gota de vinho nas gravatas de mais de 200 dólares, nas golas dos ternos, nos vestidos das senhoras, por isto aconselho muita prudência e muito treinamento para não passar por estes vexames. O segundo é de ordem técnica. Ao ampliar a superfície de contato do vinho com o ar e com o recipiente em um dia de calor, o vinho passará em 3 minutos de 17º C ao, para os 29ºC do ambiente. O terceiro é que o se vinho é extremamente delicado, corre-se o risco de perder todo o seu aroma.
Para aqueles que não possuem decanter em casa, recomendo abrir o vinho (com no mínimo) duas horas de antecedência. Em todo caso, cabe ressaltar que o uso do decanter deve ser muito criterioso, e, da mesma forma que não utilizamos determinados utensílios só porque estão na cozinha, peço que evitem o uso do decanter só porque nosso chefe nos deu presente de Ano Novo.
Uma última consideração: em muitos anos de degustação profissional, jamais vi decantarem vinhos em um concurso.
Posted by Beto Santos on Aug 20, 2009
Posted by Beto Santos on Jul 28, 2009
Uma substância química encontrada no vinho tinto pode ajudar a manter o coração “geneticamente jovem”, segundo um estudo publicado no jornal acadêmico PLOS One.
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Pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison descobriram que o polifenol resveratrol parece capaz de frear mudanças no funcionamento dos genes do coração associadas à idade.
Os efeitos parecem imitar os obtidos com uma dieta baixa em calorias – conhecida por prolongar a vida.
Acredita-se que o resveratrol, também encontrado em uvas e romãs, pode ser uma das causas para o chamado “paradoxo francês” – a relativa longevidade dos franceses apesar de sua dieta rica em gorduras animais, prejudiciais ao funcionamento das artérias.
Outros estudos já indicaram que um copo de vinho tinto durante as refeições pode ajudar a combater problemas do coração.
Estudo
Os cientistas de Wisconsin pesquisaram os efeitos do resveratrol em ratos de “meia-idade”, olhando para o impacto no funcionamento dos genes do coração.
O processo natural de envelhecimento em seres humanos e outros animais é marcado por mudanças nas funções de milhares de genes do órgão. Apesar de as conseqüências exatas dessas mudanças não serem totalmente compreendidas, acredita-se que elas contribuam para o enfraquecimento gradual do coração.
Os ratos que receberam doses de resveratrol pareciam apresentar menos mudanças nas funções dos genes do que os que não receberam a substância.
Os pesquisadores também notaram semelhanças entre as mudanças associadas ao resveratrol e aquelas percebidas em ratos que receberam uma dieta baixa em calorias, levando à conclusão de que a substância pode ter um efeito semelhante.
“Deve haver algumas reações bioquímicas importantes que são ativadas em resposta à restrição calórica, o que, por sua vez, pode ativar muitas outras reações – e o resveratrol parece fazer o mesmo”, disse Tomas Prolla, um dos autores do estudo.
“Galões de vinho”
Mas uma pesquisadora do Imperial College, em Londres, que examinou os efeitos do resveratrol em doenças do pulmão, disse que a substância não fica no corpo tempo suficiente para ter qualquer efeito.
“A molécula de resveratrol é rapidamente retirada da corrente sangüínea e metabolizada pelo fígado”, disse Louise Connelly. “Para obter qualquer efeito, você teria de beber galões de vinho, o que não é recomendável”, completou.
Connelly disse que a única maneira de os seres humanos absorverem os efeitos do resveratrol seria o desenvolvimento de uma forma da substância que superasse esse problema.